Estava eu no metrô indo para o curso. Quando de repente entra um cego. Vestindo calça jeans, jaqueta preta e uma boina estilo pintor francês. Ele entrou no vagão verificando a porta com a sua bengala e com a outra mão achou um corrimão, se localizou e sentou em um dos lugares vazios, bem na minha frente.Até aí tudo bem. Nada de anormal. Mas o que me chamou a atenção é que ele estava com um jornal embaixo do braço. Para que ele queria o jornal? Se fosse um livro poderia até dizer que era em braile. Mas um jornal diário? Daí eu fiquei observando (ele não podia ver mesmo) e vi que ele também usava um relógio. Será que era algum relógio especial que se apertar o botão ele diz: “nove e meia” (com voz metálica)? Ou ele tinha que parar alguém na rua e perguntar: “ei, por favor, que horas são aqui?”
Ou ele era realmente muito esperto ou se finge de cego pra ganhar um trocado.

2 comentários:
Boa análise... vc poderia afzer uma trabalho de jronalismo inbvestigativo e o seguir. Ou senão, parar ao lado dele e dizer: "Noooosssa o que é isso caindo do céu? É dinheiro? É dinheiro! É dinheiro!"... dependendo da reação dele, nós teríamos a resposta se ele erarealmente cego. Mas enfim, vc optou por um clássico final aberto em que os leitores escolhem o seu neh?! Bem pensado! kkkkkkk
Lauro Augusto
é...la Machado de Assis !
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